Presépio na Cidade

8 a 22 de dezembro, Chiado, Lisboa

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Conclusão do Presépio na cidade 2018

Terminada que está a presença do Presépio na Cidade, na rua Garrett em Lisboa, podemos dizer que viver, no sentido literal, mesmo que só umas horas, no Presépio é de facto penetrar no mistério da encarnação de Deus no seio de Maria e esperar como ela o fez, o nascimento de Jesus, o Salvador do Mundo. o Advento é como o tempo de gravidez, que prepara a chegada de alguém, que ainda não conhecemos, mas já existe. Da mesma forma que celebramos em cada ano, a nossa vida, assim o fazemos por Jesus, com a diferença que Ele não muda, não se degrada, não sofre as consequências do Tempo, ou do espaço. Ele é o Criador e nós suas criaturas muito amadas, pelas quais, viveu, morreu e ressuscitou para nos salvar. Tornou-Se semelhante a nós, para nos lembrar que fomos criados à Sua imagem e semelhança.

Viver dentro do presépio, olhar o mundo pela perspetiva interior, é ainda olhar e ver Jesus nos outros, em todos os outros, os pobres, os ricos, os tristes e os contentes, os doentes e os que aparentam saúde, os novos e os velhos, os conterrâneos e os estrangeiros.  É olhar a Humanidade e ver como é rica e especial. Que para Deus, não há igualdade, mas unicidade e unidade.

No presépio aprende-se a rezar, uma e outra vez. Porque se por um lado, ali passam sacerdotes, consagrados e consagradas, crentes piedosos, habituados à oração diária, por outro, há quem reze pela primeira vez uma Avé Maria, ou traga à memória o que parecia estar esquecido; Rezar com quem nunca rezou, mas que humildemente se expõe a aprender, é a maior lição que podemos ter sobre o que é a fé...

O presépio foi fisicamente desmontado, mas a sua ação e as graças ali recebidas, permanecem em nós e certamente em muitos para quem o simples facto de rezar uma Avé Maria, mudou o caminho das suas vidas.

Agradecemos a Deus e a todos os que tornam possível esta iniciativa apostólica. 

Sofia Guedes
Coordenadora do presépio na Cidade